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Resenha - Kitakubu Katsudou Kiroku: Anime para assistir em 3 anos!



Kitakubu Katsudou Kiroku: Anime para assistir em 3 anos!


O anime conta a história do emblemático e já conhecido no mundo dos animes "clube de ir para casa" ou "clube dos sem clube". Sakura é a criadora do clube e atual presidente, e em sua campanha de recrutamento para o segundo ano do clube acaba capturando Touno Karin, a garota por algum motivo se vê encantada pela propaganda onde a presidente do clube se veste de leão marinho. Como por consequência, Karin acaba atraindo consigo uma nova aluna de sua sala, Andou Natsuki, a protagonista desse anime. Natsuki é apenas uma garota com extremo prazer em reclamar e corrigir os absurdos a sua volta, e ao entrar para o estranho clube onde o objetivo é diversão, ela acaba destinada a assistir e contestar os mais estranhos feitos do grupo, o anime segue o cotidiano desse grupo de cinco garotas.

Das mãos do(a) mangaká Kuroha nascia em 2011 o mangá de Kitakubu Katsudou Kiroku, mangá esse que seguiu em lançamento até o ano de 2016 quando foi finalizado contando com sessenta e cinco capítulos, um total de cinco volumes; a obra em mangá foi serializada pela Gangan Online, já sendo um mangá de "baixo custo" — Título escolhido para ser maltratado em resenha justamente por ser de baixo custo — assim sendo uma obra onde não muitos recursos seriam gastos, uma possível adaptação para anime se torna uma alucinação febril, uma mero devaneio acreditar que se tornaria um anime um dia; mas se tornou. No ano de 2013 por algum motivo a VAP em colaboração com a Nippon Television Network Corporation demonstraram interesse em tomar a produção da obra, e o estúdio Nomad ficou responsável pela animação de Kitakubu com doze episódios; mantendo a lucidez, precisamos perceber que o estúdio Nomad só não vai a falência justamente por investir pouco esforço e dinheiro nas pouquíssimas obras que acabam responsáveis por animar, o estúdio quando muito no passado fez duas animações em um mesmo ano, e no ano passado(2016) nem surgiu no cenário da animação com nenhuma obra; ou seja um estúdio barato onde obras baratas vão para serem animadas sem que um grande futuro seja almejado. Mas não só o estúdio é de baixo custo, não sendo injusto com o esforço do diretor, mas Hikaru Satou ficou de frente no Storybord e direção do anime simultaneamente, isso quando em seu currículo ele carrega apenas pequenas participações como diretor de episódio ou assistente de direção, mas como disse não haverá justiça com o profissional, ele não tinha nada em mãos para usar a seu favor! As Seiyuu escolhidas para dar voz as heroínas da obra são totais iniciantes, para não mentir a Seiyuu que dá voz a protagonista Natsuki é um pouco mais experiente que as demais, porém as demais são muito cruas no trabalho, e o auge disso é Yuina Mizuki deu voz a Touno Karin, ela não trabalhou antes como Seiyuu, e não me surpreendo em dizer que não trabalhou depois disso como Seiyuu.


Não que esse seja um fato surpreendente, mas tenho certeza que já perceberam que o tema "clube colegial" não é lá muito original, principalmente essa vertente com foco em "clube colegial de diversão"; mas bom, não é só por conta de uma proposta batida que um anime se torna ruim, o que torna ruim é quando essa proposta é apenas o que o anime tem, e nenhum outro seguimento tira o anime de dentro da proposta inicial, não há evolução para nenhum outro lado. Já sendo um anime totalmente de baixo custo, vindo de um mangá econômico, nos deparamos com uma obra que o grande especial é ver as personagens trocando de cenários. Katsudou debruça totalmente sobre o diálogo, é literalmente um anime focado em conversa jogada fora, — Não que um certo anime muito famoso não tenha animação mais parada, cenários piores e seja totalmente focado em diálogos filosóficos sem sentidos, uma história japonesa Monótona; o M maiúsculo é a pista, assim acaba o comentário — agora tenho que admitir que o papo jogado fora em Kitakubu Katsudou Kiroku é bem vazio mesmo, prende quem se interessa e cospe fora quem não entende a referencia — eu não fui cuspido, mas demorei três anos para ver o anime todo — dessa forma o anime se torna interessante para quem é interessante ao anime.

Já que é baixo custo, a história de cinco garotas conversando em uma sala quase que vazia, e viajando nas mais diversas histórias que começam do nada, ao menos deve ter uma animação fluída não é? Claro que não. O diretor Satou foi incompetente em administrar a quantidade de Dogas — quadros de cenas entre os Gengas, e Gengas são as cenas chave, com mais qualidade — por cena, sendo assim é notável que a animação sobe e desce em um verdadeiro naufrágio de frames, uma onda após a outra faz com que a animação se torne travada e as vezes fluida sem nenhum aviso, a variação é grande e perceptível, por vezes desconfortável. Mas é um anime de baixo custo, então não precisamos pegar tanto no pé da animação ou do pobre diretor. Não, devemos sim; e vou explicar um breve motivo para não haver perdão para a animação de baixo custo: O anime de doze episódios conta com cinco encerramentos, inclusive daqueles cheios de dancinhas e movimentação, inclusive cada um com sua música tema diferente inclusive produzidas EXCLUSIVAMENTE para o anime de BAIXO CUSTO. Já sabemos onde que houve o escorregão nos gastos, e também já sabemos de onde foi tirado o recurso para essa extravagância.

Mas claro que não é segredo que o anime é de baixo custo e com animação ruim, o próprio elenco faz piadas a cerca do tema ao decorrer do anime, e em falar de elenco temos algo curioso. Por surpreendente que seja, mesmo com fraquíssimos resquícios de backstory para as protagonistas, elas conseguem ainda tomar uma posição humana, mesmo quando fazem comentários propositais da situação de estarem sendo animadas. Talvez por conta do impacto inicial, onde o anime e mangá de baixo custo, não pisou no acelerador e usou todo tipo de personalidade padrão, mesmo quando o design de personagens o fez? Pois é, a presidente com seu penteado típico de Tsundere ou quem sabe Himedere acaba sendo apenas uma garota um pouco tímida e muito animada que apenas deseja passar seus dias do colégio se divertindo com as amigas. Claire é rica, e gosta de exibir sua superioridade social, mas ao mesmo tempo é tão preocupada com as amigas que foge do padrão Ojou-sama. E assim é o elenco, cada personagem fugindo um pouquinho do esperado, acontece uma fusão de personalidades padrões gerando enfim pseudo-deres, a quase Tsundere, a quase Himedere, a quase Bokukko. Desse elenco, o motor de partida do enredo monótono é sempre a presidente Sakura, a protagonista é o freio e durante toda a obra é isso que Natsuki é, o freio e nada mais; em muitos dos momentos divertidos ela segue de fundo apenas reclamando ou observando, poucas vezes ela se joga de fato na brincadeira, na diversão, ela na maior parte do tempo mantém uma barreira a sua volta, e não nos permite como espectadores nos aproximarmos mais das situações.

Enfim, mesmo com tantas falhas — mesmo eu tendo levado quase  três anos para assistir todo — o anime continua sendo indicado, ele merece ser visto, só não posso garantir que ele merece ser visto até o fim. É uma verdadeira roleta-russa, para uma parte pequena do público, ele pode ser um oásis e para o resto apenas um fragmento monótono e sem graça do cenário total. Não é que falte comédia —Teve comédia, e ri muito! — nem que as personagens sejam inconvenientes, mas todo o anime é uma grande conversa de amigas, algumas vezes sobre jogos outras vezes sobre o tédio, pode encaixar para alguns mas para a grande maioria é apenas chato e pouco atraente. Como um todo, o anime é apenas show-off em cima da premissa de que a juventude deve ser aproveitada ao máximo, isso com a declaração direta de que isso é um arrependimento do autor Kuroha, que parece não ter percebido que a vida toda deve ser aproveitada ao máximo, não só a juventude.

E para quem gosta de cotidiano sem objetivo? Vá lá, tente e boa sorte, aposto que consegue se divertir com o pequeno elenco, mas é apenas isso, um anime para se divertir com os personagens e depois esquecer que viu.
Resenha - Kitakubu Katsudou Kiroku: Anime para assistir em 3 anos! Revisado por Jhonatan A. Gonçalves em domingo, fevereiro 05, 2017 Nota: 5
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