Animes Destaque Da Semana #30 - Servamp Episódio 12 - A Decepção Já Esperada!



Esse artigo tem o objetivo de falar um pouco sobre os episódios dos animes em lançamento na temporada corrente. O artigo será formado por animes que na minha opinião mereceram destaque na semana, então vou falar sobre seus episódios e minhas expectativas, esperando sempre a colaboração de vocês leitores!

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Chegamos no último episódio de Servamp pessoal! Infelizmente a adaptação não correu tão bem como gostaríamos, mas ai temos a review falando mais sobre isso...

Servamp
(Episódio 12)

Servamp nunca foi tido como exemplo de adaptação brilhante, desde o primeiro episódio nós da Equipe Animes Tebane já alertamos em um artigo de primeira impressão sobre a velocidade das cenas e os cortes gigantescos que estavam sendo feitos. Bom, com o desenvolver dos episódios tudo começou a ficar óbvio para todos, os cortes das cenas se tornaram tão bruscos que de um episódio para o outro restava apenas a sensação de que havia se perdido um ou mais episódios no meio tempo. Estranho que na atualidade ainda exista uma equipe, um estúdio que aceite fazer um trabalho de animação tão porco. Digo que na minha carreira como fã de animação, e também como autor desse espaço, poucas vezes tive contato com uma adaptação tão mal executada. O maior lamento vem do fato de que a proposta da obra é rica em detalhes e verdadeiramente atraente, mas a animação pecou de forma irreversível. Enfim, se você como eu se interessou pela proposta, mas não conseguiu "comprar" esse resultado final, bom, a minha dica é que leia o mangá. Em todo caso, vamos sair dessa impressão geral da obra, falar um pouco desse décimo segundo episódio, o último episódio de Servamp.

Tsubaki surgiu como chefão final, o que já era inicialmente esperado. A surpresa é que o episódio não se preocupou em mostrar o resultado da batalha a qual Tsubaki estava fadado a protagonizar anteriormente; fique na nossa imaginação que ele venceu todos os inimigos com um sorriso sádico no rosto, e caminhou para a torre sem perder o sorriso insano. Lilac traidor só existiu para trair quem lhe estendeu a mão, e
entregar o item mais precioso de Hyde, um item de valor tão grande que poderia representar diretamente sua vida; inclusive ele guarda com muito cuidado pendurado no peito, com algum risco de ser destruído mesmo que sem querer durante as batalhas. Ignorando os detalhes, vamos pensar simples. Tsubaki de uma forma surpreendente planejou o jogo que estava por vir tão bem que até mesmo as derrotas parecem ter sido bem arquitetadas; tão bem que Tetsu começa a chorar a falta de seu companheiro vampiro que foi retirado do jogo de forma abrupta, e claro que não seria Tsubaki que explicaria tudo isso. Hyde ficou fora de combate como um pokemon que é, bastou alguns segundos de conversa e um movimento de Tsubaki. Misono por fim não estava nada disposto ao combate, e preferiu se retirar em silêncio como se não fosse problema dele. Os demais interessados também preferiram se retirar sem lutar, afinal não há interesse comum em derrotar o único inimigo, irônico não? Pois é, tudo caminhou de forma mecânica para o que Tsubaki desejava: lutar contra Kuro sozinho. Tabuleiro armado, todas as peças se retirando pacificamente, e o combate final resta para os interessados em derrotar Tsubaki.

Bom, um vilão risonho e cheio de ódio por todos. Um personagem interessante desde o primeiro momento que surgiu, um verdadeiro representante da melancolia, mas que devo dizer ficou muito forçado com o passar dos episódios; mas forçado nos dias de hoje não representa exatamente algo inaceitável. Era aceitável até esse último episódio, onde Tsubaki ficou sem sentido, patético seria o que melhor descreveria o personagem, que não consegui compreender se sorria de loucura, medo, prepotência ou nervoso. Rindo ou
não o combate final seria entre Kuro e Tsubaki, esse segundo não estava achando nada interessante o suficiente, e nem eu. O caso é que Tsubaki só queria saber se tinha uma última mensagem de seu criador, e Kuro preguiçoso nem se esforçou em lembrar, afinal já passou tanto tempo que provavelmente nenhuma mensagem seria suficiente para aplacar o sentimento de perda de Tsubaki. Devo dizer que em um momento onde a criatura mata o criador, não deve sobrar muita paciência para enviar uma mensagem de fé para outra das criaturas, o máximo que viria do "professor" a beira da morte seria algo como "Tire as roupas do varal, vai chover.". Pulando minha ironia, devo dizer que o combate foi monótono e bastante repetitivo, um ciclo perfeito entre Kuro querendo conversar e sendo esfaqueado, Tsubaki conversando mesmo afirmando que não queria conversar, e no fim Mahiru chega para impedir um golpe final, e estender o combate.

Tsubaki é cruel, fez chover espadas vermelhas por toda a cidade, sobre todos os cidadãos, mas claramente ninguém se machucou, afinal por algum motivo conseguiram desviar de todos os ataques, e antes de tudo piorar o laboratório que caça vampiros surgiu com uma imensa estrutura para assistir o combate e proteger possíveis feridos. Mas calma, eles apareceram apenas uma vez no anime, nem consigo lembrar o nome deles, nem a posição deles em todo conflito foi revelada, nem sabemos quem são de verdade, e eles surgem no auge da festa para assoprar as velhinhas? Claro que não, a imensa estrutura fora apenas utilizada para garantir que o combate monstruoso não fugisse de controle e causasse baixas para nenhum dos lados. No ponto alto do conflito, Mahiru se torna alvo da espada de Tsubaki, que no último segundo atravessa o peito de Sakuya, o amigo traidor amado. O melhor de tudo, é que a personalidade de Mahiru foi criada principalmente sobre o lema da amizade, mas na hora em que o amigo amado é atravessado por uma espada, ele não chorou nem por trinta segundos antes de o largar no chão, passar por cima do suposto cadáver e impedir que o vilão fosse devorado por Kuro. Eu não consigo imaginar como um personagem que por muito menos quase morria, não chorou nem uma lágrima por seu amigo desfalecido, e seguiu lutando como se estivesse nos melhores momentos de sua vida, tendo inclusive piedade pelo vilão.

No clímax do combate, Tsubaki se revela sendo uma fechadura e por motivos não explicados Mahiru tem em mãos a chave, e bom já que o simbolismo seria abrir o coração de Tsubaki e ver o que tem lá dentro, ele fez isso exatamente o que mandava a situação, usou uma chave para abrir o inimigo e conhecer seu passado.
Nem mesmo o passado de Tsubaki salvou o personagem; a triste história narra como em pavor ele viu alguém querido morrer, e de alguma forma mais tardar viu seu criador ser morto por Kuro, nesse momento enlouqueceu e decidiu rir de tudo, ao invés de chorar quase virou um comediante ruim, mas preferiu apelar para a vingança e rir da desgraça alheia. O surpreendente, é que a visão do passado de Tsubaki foi tão desgostosa que até mesmo Mahiru percebeu que a morte era pouco para ele, que se tornou um vilão motivado por vingança, um dos mais clichês personagens possíveis, dado a esse fato Mahiru que antes estava evitando a morte de Tsubaki, preferiu ele mesmo o matar, o acertando bem no meio do peito com sua arma. Pronto, assim foi derrotado o vilão mais poderoso. Mahiru depois voltou para os amigos, nem ao menos carregou o corpo desfalecido de seu amigão do peito; Sakuya. Mas, Tsubaki também não morreu, aparentemente ficou chateado com a "facada" que atravessou seu corpo, curou seu subordinado e sumiu(!?). Final feliz.

Bom leitores, o final foi decepcionante, foi o que era esperado desde o meio do anime, e infelizmente o que era esperado não era bom mesmo. Um final corrido demais, para uma obra que foi adaptada em velocidade aceleradíssima. O episódio final foi tão conturbado e com sucessões de erros tão reprováveis, que mal pude retirar dele algo de bom, apenas um final desgraçado para uma obra que gostei tanto. Muito pouco se explicou, e o que foi explicado não convenceu. Minha nota final é realmente indicar o mangá a todos, será uma leitura melhor que o anime foi.

Bom, esse foi o último texto sobre Servamp pessoal, peço desculpas pela enxurrada de críticas e até mesmo ironia que o texto se tornou, mas infelizmente escrevi o que senti; nunca disse que traria apenas textos positivos sobre as obras apesar de essa ser minha vontade, dessa vez infelizmente não pude evitar algumas críticas. Bom, até a próxima pessoal!